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Mulheres em situação de migração e refúgio são retratadas em exposição na PGR

2019-12-11 13:41

Mostra apresenta trajetórias de mulheres afetadas pela atual crise humanitária, expressando a busca por justiça e a superação de discriminações e violências. Visitação poderá ser feita até 13 de janeiro

Mulheres em situação de migração e refúgio são retratadas em exposição na PGR

Foto: Leonardo Prado/Secom/PGR

Antes de chegar ao Brasil, Eiman realizava trabalho voluntário com mulheres no Sudão. Após ser atendida pelo Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH) e aprender a língua portuguesa, foi contratada e auxiliou mulheres refugiadas e migrantes no Distrito Federal. Elsa, da etnia Warao, como outras populações indígenas da Venezuela, foi afetada pela crise e forçada a se deslocar. Acolhida em território brasileiro com a assistência de autoridades públicas, de organizações da sociedade civil e de agências da Organização das Nações Unidas (ONU), ela e outras indígenas são incentivadas a produzir e comercializar seus artesanatos como fonte de renda. Sulafa veio da Síria e, atualmente, faz doutorado em Economia pela Universidade de Brasília (UnB).

Essas e outras emocionantes histórias estão retratadas na exposição "No fluxo: reflexos da migração e refúgio de mulheres no Brasil", inaugurada na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR) nessa terça-feira (10), data na qual

se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

A mostra é uma iniciativa da Defensoria Pública da União (DPU), da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF) e da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) e apresenta trajetórias de mulheres migrantes.

Para a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, é extremamente relevante que o tema ganhe destaque no 10 de dezembro, porque as fronteiras nacionais são o aspecto que mais desafia a ideia da universalidade dos direitos humanos. Ressaltou ainda a complexidade que envolve a tomada de decisão de cada pessoa em deixar seu país de origem, carregado de referências culturais, parentais e sentimentais. "É preciso pensar que as políticas de acolhimento de mulheres migrantes facilitem o exercício de sua autonomia nas tomadas de decisão que lhes dizem respeito".

A representante do Ministério Público Federal também destacou a importância da arte para expressar o belo e o poderoso em grupos historicamente excluídos. Segundo ela, revoluções jurídicas têm que ser acompanhadas de revoluções éticas e estéticas.

Gabriel Faria Oliveira, defensor público Geral Federal, explicou que a ideia da exposição nasceu da necessidade de chamar a atenção das pessoas para as dificuldades impostas ao trabalho de assistência jurídica da Defensoria Pública da União. Ressaltou também que a questão da mobilidade apresenta desafios agravados sobretudo pela crise humanitária, lembrando das populações haitiana e venezuelana que, recentemente, encontraram no Brasil uma possibilidade de recomeço. "A ideia da exposição é sensibilizar", concluiu.

Na avaliação de Bernardina Maria de Sousa Leal, curadora da exposição, apesar dos movimentos migratórios comporem a cultura humana, é urgente colocar em debate que muito desse processo de mobilidade ocorre a partir de desigualdades econômicas e sociais, que acabam induzindo as pessoas a deixarem suas terras natais em busca de oportunidades em outros lugares. "É nesse momento que se faz cada vez mais importante a nossa presença e a nossa capacidade de resposta", afirmou a curadora.

 

A exposição - que agora pode ser conferida na sede da PGR - foi lançada em 2017 na Defensoria Pública da União, como resultado de parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). A mostra já foi realizada no Ministério da Justiça, na Câmara dos Deputados e na estação rodoviária que dá acesso às linhas de metrô, em Brasília (DF).

 

Serviço:
Exposição "No fluxo: reflexos da migração e refúgio de mulheres no Brasil"
Local: Procuradoria-Geral da República (PGR)
3º andar (corredor de ligação entre os blocos A e B)
Data: até 13 de janeiro de 2020
Visitação: 9h - 18h

 

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