Sections
You are here: Home Informativos Edições 2018 Julho PFDC participa da abertura do 1º Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha
Document Actions

PFDC participa da abertura do 1º Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha

2018-07-24 19:29

Cerca de 1,2 mil crianças de 24 estados reúnem-se em Brasília para discutir sobre direitos humanos, com destaque para alimentação e educação

“O movimento faz crescer o nosso pão”. O recado foi transmitido por mais de mil crianças na última segunda-feira (23) em meio aos cânticos que deram o tom ao 1º Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha, que contou com a participação da procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, durante a cerimônia de abertura.

Promovido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o evento tem como lema “Sem Terrinha em Movimento: Brincar, Sorrir, Lutar por Reforma Agrária Popular!” e pretende colocar em debate – de forma lúdica, por meio de brincadeiras e atividades educativas e culturais – os direitos das crianças, com destaque para o tema da alimentação saudável.

1º Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha

Cientes de seus direitos e em pleno exercício de protagonismo, meninos e meninas com idade entre oito e doze anos, com o auxílio de 400 educadores adultos, conduziram não apenas as atividades que marcaram a abertura do encontro, mas também as etapas regionais e estaduais que antecederam o ato político em Brasília – que segue até 26 de julho.

Sara Carvalho de Sousa, representante das crianças, denunciou o fechamento de escolas nas áreas rurais, a falta de transporte escolar, o corte de investimentos e a violência no campo, intensificada, sobretudo, pela paralisação da Reforma Agrária. “Nossa tarefa como sem terrinhas é lutar por nossos direitos, principalmente evitar que as escolas sejam fechadas”, alertou a jovem.

Em consonância com Sara, Deborah Duprat ressaltou que a história do Brasil é marcada por um processo de dominação, primeiro de indígenas, depois de negras e negros vindos da África e, na sequência, muitos outros segmentos sociais, como trabalhadoras e trabalhadores, do campo e da cidade, tendo sido necessária muita mobilização para garantir avanços em direitos. “Vocês trouxeram à Brasília uma importante lição: a de que não é apenas adulto que luta por direitos. Criança também luta, e isso é bonito, não é crime”, afirmou a procuradora.

Isa Oliveira, secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), pontuou o crescimento da mortalidade infantil em função do desinvestimento em políticas públicas e os riscos inerentes ao trabalho infantil. Assim como Sara, a secretária executiva criticou o fechamento de estabelecimentos de ensino no campo e seus impactos na formação dos jovens nas áreas rurais.

“Lutar pelo Brasil é fazer com que nossas crianças possam ser cuidadas e colocadas em movimento”, afirmou a deputada federal Érika Kokay ao destacar a importância de mobilização de crianças para a defesa e a garantia de direitos humanos.

Márcia Ramos, do Setor de Educação do MST, relacionou a articulação de meninos e meninas ao legado do movimento dos trabalhadores rurais sem terra. “Estar aqui hoje representa um momento muito importante para a organização das crianças Sem Terra, que historicamente ajudam na construção do MST e na luta pela terra. Sem as crianças, o MST não seria o MST”, enfatizou Márcia.

Além da procuradora federal dos Direitos do Cidadão, a abertura contou com a presença de representantes de movimento populares, sindicatos e partidos políticos, bem como do Movimento Campesino de Santiago Del Estero (MOCASE), da Argentina.

Informativos

2018

Agosto

Julho

Junho

Maio

Abril

Março

Fevereiro

Janeiro

2017

2016

2015

2014

2013

2012


 

Personal tools

This site conforms to the following standards: