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MPF/AM e Safernet capacitam mais de 150 educadores sobre segurança na internet

2016-09-01 13:41

 

Educadores treinados poderão auxiliar alunos da rede pública e privada quanto a direitos básicos e cidadania na internet

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) reuniu, nessa terça-feira, 30 de agosto, cerca de 150 educadores da rede pública e privada do Amazonas para capacitação destinada a preparar o ambiente escolar para educar crianças e adolescentes em relação à garantia de direitos e segurança no ambiente da internet.

O papel do MPF, segundo a procuradora regional Bruna Menezes, está na preparação e orientação dos jovens quanto ao uso responsável da internet para evitar que problemas como ataques virtuais por racismo ou acesso à pornografia afetem a garantia de direitos do cidadão. “A internet facilitou o acesso à informação, mas ainda é um grande terreno de difícil acompanhamento. Temos casos muito severos da utilização indevida da internet e isso é preocupante”, disse.

A oficina “Segurança, ética e cidadania na Internet: educando para boas escolhas online” contou com o treinamento do diretor de prevenção e atendimento da Safernet Rodrigo Nejm. Para o instrutor, o principal ponto da educação na internet é fortalecer a capacidade das crianças e adolescentes de fazerem boas escolhas. “O ideal não é privar a criança ou o adolescente de acessar a internet, e sim oferecer liberdade e ensinar responsabilidade para que elas façam boas escolhas e tenham consciência que o ambiente virtual é um espaço de convivência em que também se aplicam as leis”, explicou Nejm.

Entre os assuntos trabalhados, o ciberbullying foi discutido na intenção de orientar os educadores no auxílio de alunos que, notoriamente, apresentam comportamento de vítimas de agressão, como isolamento ou receio de compartilhar o que faz na internet. Definido como uma sucessão de atos de intimidação reproduzidos sucessivamente no ambiente virtual, o ciberbullying não pode ser confundido com uma simples brincadeira. Os ataques podem causar sérios danos psicológicos à vítima, já tendo levado muitas vítimas ao suicídio.

O instrutor Nejm explicou a importância de reunir provas para que a polícia possa tomar providências legais. Copiar o link completo da página e autenticar o 'print' da página em cartório, por meio de ata notarial, garante, por exemplo, que o conteúdo não seja apagado e aumenta as chances de o agressor ser punido como consequência de seus atos.

A oficina ainda contou com a distribuição de material didático físico e virtual para orientação de professores e repasse dos ensinamentos aos alunos. Interessados em acessar a cartilha da Safernet com dicas de segurança do uso da internet podem acessar aqui.

A mesa de abertura ainda contou com a procuradora de justiça do Ministério Público do Estado do Amazonas Suzete dos Santos, do chefe da plataforma da Amazônia do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Unai Sacona, e da diretora do Departamento de Gestão Educacional da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Marcionília Bessa. “Acreditamos no trabalho que está sendo desenvolvido hoje e a Secretaria se coloca a disponibilização do Ministério Público para outras ações que venham nos beneficiar e garantir a segurança de nossas crianças.”, disse Bessa. Segundo a diretora, 230 mil alunos da rede de educação do município serão beneficiados com o treinamento de segurança na internet.

Capacitação educacional – Esta foi a 12ª oficina oferecida pelo Brasil com a parceria do MPF, da Safernet e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A atividade integra o projeto “Ministério Público pela Educação Digital nas Escolas”, coordenado pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), por meio de seu Grupo de Trabalho Comunicação Social – com auxílio do Grupo de Trabalho de Enfrentamento aos Crimes Cibernéticos (2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF) e do Grupo de Trabalho sobre Tecnologias da Comunicação (3ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF) –, com o objetivo de contribuir para o debate e a capacitação de educadores no tema, formando agentes multiplicadores em instituições públicas de ensino.

De acordo com Bruna Menezes, a preocupação do MPF com o tema surgiu na análise de casos de investigação do núcleo especializado da Procuradoria da República em São Paulo, ao constatar que muitas pessoas eram intimadas com desconhecimento de medidas básicas de segurança e cuidados simples na internet. “No trabalho que foi desenvolvido em São Paulo e em outros estados foi possível perceber que o melhor caminho para a superação dessas práticas criminosas era a conscientização, resultando na oferta de oficinas de uso seguro e responsável da internet por educadores”, comentou.

Assessoria de Comunicação
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(92) 2129-4734 / (92) 98415-5277
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