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MPF/TO promove oficina sobre segurança e cidadania na internet

2016-05-05 11:00

Atividade integra o projeto "Ministério Público pela Educação Digital nas Escolas", realizado pelo Ministério Público Federal , SaferNet e Comitê Gestor da Internet

 

O Ministério Público Federal no Tocantins (MPF/TO) realizou, na última quarta-feira, 4 de maio, na sede do Palácio Araguaia, a oficina Segurança, ética e cidadania para internet: educando boas escolhas online. O evento foi aberto pela procuradora da República Luana Vargas Macedo. Em sua fala de abertura a procuradora lembrou a grande quantidade de casos de pedofilia que acontecem no Brasil e ressaltou a importância do professores na conscientização de crianças e adolescentes para o uso seguro da internet.

MPF/TO promove oficina sobre segurança e cidadania na internet 1Em sua apresentação, Rodrigo Nejm, diretor de Educação da SaferNet – ONG que tem como objetivo promover os direitos humanos na internet –, destacou os cuidados que os pais devem ter com seus filhos para que haja utilização saudável das novas ferramentas digitais. “O que a gente não pode confundir é a capacidade técnica que a criança tem com a maturidade em utilizar o equipamento. Mesmo que o pai não saiba utilizar um computador, tem experiência suficiente para ensinar ao filho regras de boa convivência na web”. O educador pontuou ainda sobre a privacidade na rede: “qualquer publicação tem mais visibilidade que um outdoor”.

Cyberbullying - Nejm orientou os presentes sobre como lidar com os perigos e desafios que a internet oferece ao público jovem, principalmente o cyberbullying. O educador destacou também a importância de se combater esse tipo de comportamento, pois ele “é o início da intolerância à diversidade”. Em pesquisa realizada pela SaferNet Brasil em 2013, 12% das crianças e adolescentes responderam já ter sofrido cyberbullying, e 35% afirmaram ter um amigo que já passou pela mesma situação.

Para combater o problema, Nejm sugeriu planos de aula para atividades que podem ser desenvolvidas por educadores e pedagogos para orientar as crianças e adolescentes sobre como agir diante do cyberbullying, e como utilizar a internet com segurança. Entre as medidas a serem adotadas, ele destacou que é essencial que os jovens rompam o silêncio se foram vítimas, ou até mesmo testemunhas, desse comportamento. “É importante fazer os alunos pensarem sobre o tema e se colocarem no lugar do outro. O cyberbullying reproduz uma intolerância que não pode ser mantida em uma sociedade livre e democrática”, afirmou.

Violência sexual online - O compartilhamento de conteúdo erótico (fotos e vídeos) por aplicativos de mensagem foi outro tópico abordado por Nejm. Das vítimas de vazamento de nudes na internet, 81% são meninas. Nejm frisou que “os adolescentes não têm noção da dimensão da internet. A partir do momento em que sua foto cai na rede, você não pode mais controlar quem terá acesso ou verá aquilo”, afirmou. “A divulgação não-intencional de fotos íntimas na rede pode ser devastadora para as jovens, que continuam expostas à violação mesmo após mudarem de cidade ou colégio, o que configura uma grande mudança em relação às gerações anteriores”, explicou Nejm.

Os temas debatidos no encontro foram princípios de governança da internet no Brasil; dimensão pública na web; e enfrentamento às violações de direitos humanos na rede. O professores presentes receberam material que poderá ser reproduzido e utilizado como base para a elaboração de cartilhas ou atividades próprias.

 

Com informações Ascom MPF/BA

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