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Violência Obstétrica em pauta no Dia Internacional da Mulher

2015-03-06 18:17

 

O que é violência obstétrica? Qual a importância da sociedade debater o assunto? Como o Ministério Público tem atuado para prevenir essa grave violação de direitos?

 

Essas e outras questões são tema de entrevista realizada com a procuradora da República Ana Carolina Previtalli por ocasião do mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher – celebrado em 8 de março.

 

Com ampla atuação no tema, a representante do Ministério Público Federal destaca que a violência obstétrica constitui uma grave – e muitas vezes silenciosa – afronta ao direito da mulher à saúde e à proteção da maternidade e, também, uma violação à dignidade da pessoa humana.

 

Segundo Ana Previtalli, a violência obstétrica ocorre com o tratamento desrespeitoso, negligente ou agressivo à mulher durante o parto, de forma verbal ou física, bem como com a realização de procedimentos de intervenção no parto que dificultam o processo fisiológico, sem efetiva necessidade, aumentando a dor e expondo a mulher e o bebê a maiores riscos.

 

“Nos casos de violência verbal, as agressões são bastante explícitas, sendo a mulher vítima de humilhações e maus tratos verbais, o que ocorre em geral quando está sentindo dor ou medo e a equipe de atendimento não está adequadamente preparada para lidar com tal situação. Em relação à violência física, há mulheres que são amarradas ou seguradas com violência durante o atendimento, bem como obrigadas a realizar procedimentos médicos intervencionistas durante trabalho de parto e parto, sem que fossem efetivamente necessários”, destaca o texto.

 

Além de acarretar experiências traumáticas para as mães, a violência obstétrica é muitas vezes a causa de mortes maternas e neonatais. “Os procedimentos acima indicados podem expor as mulheres e bebês a graves riscos e, por tal razão, muitos deles já são condenados pela Organização Mundial de Saúde, sendo que outros devem ser feitos apenas em caso de comprovada necessidade”, alerta a procuradora.

 

Produzida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro e a Relatoria dos Direitos das Mulheres da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, a íntegra da entrevista pode ser acessada aqui.

 

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