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Post em 1/3/19 – Incidente 228

“Para que não se esqueça, para que não se repita.”

* O texto abaixo foi produzido pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e fazem parte de uma série de relatos publicados diariamente sobre eventos que constituem graves lesões a direitos humanos. Para acessá-los diretamente nas redes sociais da Comissão, clique aqui.

 

Em 28 de fevereiro de 1947, teve início o Incidente 228, em Taiwan, ilha chinesa, que fica ao sul da China continental.

Também chamado de Massacre 228, leva esse número para se referir à data que inaugurou a repressão violenta do governo conservador chinês (Kuomintang) aos opositores políticos, em sua maioria intelectuais e trabalhadores, ditos comunistas.

Foi o período do Terror Branco em Taiwan, que durou 38 anos, teve o apoio militar dos Estados Unidos, e deixou um saldo de mais de dez mil mortos e desaparecidos, e mais de 140 mil prisões.
Em 1949, esse partido conservador perdeu a guerra civil na China para o Partido Comunista. Foi então proclamado, na China continental, o Governo Popular da China (GPC), ocasião em que o derrotado Kuomintang fixa-se em Taiwan, proclamando ali a República da China (RC).

A comunidade internacional, ocidental em sua maioria, reconheceu a RC como o governo legítimo. Nessa condição, Taiwan foi um dos países fundadores da Organização das Nações Unidas (ONU). O reconhecimento foi revogado na década de 70 e nos anos 80, o Governo Popular da China - continental, foi reconhecido como o governo legítimo.

O governo autoritário de Taiwan e sua Lei Marcial caíram apenas em 1988, com a morte do ditador.
A partir de então, houve um processo de redemocratização, que incluiu eleições a partir de 1996. Finalmente, foi admitido oficialmente o morticínio e abertos os debates sobre o passado. Os dois primeiros governos eleitos fizeram pedidos formais de desculpas a sobreviventes e familiares das vítimas do Massacre 228.

Em homenagem a elas, foram providenciados vários marcos de memória, sendo o monumento que aparece nesta foto, o Memorial Parque Jieshou, um dos mais representativos.


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