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I Caminhada do Silêncio em prol das vítimas de violência do Estado

I  Caminhada do SilêncioIniciativa: Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos

Data: 31 de março de 2019

Local: Praça da Paz (dentro do Parque Ibirapuera),  Rua Hermano Ribeiro da Silva, 155.

Horários: 16h (concentração) e 18h30 (caminhada)

 

A reparação a sobreviventes e familiares de violência estatal passa pelo reconhecimento das graves violações aos direitos humanos perpetradas pelo Estado - em busca da memória e da verdade.

 
No intuito de dar visibilidade à questão e promover reflexão acerca do tema, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos promoverá no dia 31 de março a sua I Caminhada do Silêncio. O ato consiste em uma caminhada silenciosa que parte da Praça da Paz – localizada no Parque Ibirapuera – rumo ao Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, situado ao lado do parque.
 
O monumento foi construído pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo para homenagear as pessoas que perderam a vida enquanto lutavam pela instalação do regime democrático no Brasil. Concebida pelo arquiteto e artista plástico Ricardo Ohtake, foi inaugurada em 8 de dezembro de 2014 e em sua estrutura carrega os nomes de 436 mortos e desaparecidos políticos de todo o país, segundo o registro dos familiares.
 
A concentração da I Caminhada do Silêncio terá início às 16h com apresentações literomusicais, conduzidas pelo cantor e músico Renato Braz, que seguirão até às 18h. Logo após, às 18h30, o grupo dará início à caminhada. A ideia é que os participantes levem velas, flores e fotos de vítimas da violência estatal. Ao término da caminhada está prevista uma vigília até a meia noite.
 
O Departamento de Educação em Direitos Humanos e Direito à Memória, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, é um dos parceiros e garantirá a estrutura física e a logística de segurança durante a atividade.
 
O evento conta também com o apoio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal (MPF).
 
Ainda como parte da mobilização, durante todo o mês de março a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos publicará no Facebook episódios históricos marcados pela violência estatal que retirou a vida de milhares de pessoas em atos políticos ao longo das últimas décadas. O objetivo é manter viva a memória para evitar que barbáries semelhantes se repitam.
 
Mais informações estão disponíveis na página da CEMDP.
 
Sobra a Comissão Instituída em 1995, a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos foi uma das primeiras e principais conquistas dos familiares das vítimas em sua luta por medidas de justiça de transição. Criada pela Lei nº 9.140, de 04 de dezembro de 1995, tem como finalidades proceder ao reconhecimento de pessoas mortas ou desaparecidas em razão de graves violações aos direitos humanos ocorridas após o golpe civil-militar (1964); realizar esforços no sentido de localizar os corpos das vítimas; emitir pareceres sobre os requerimentos relativos a indenizações; e adotar medidas para o integral cumprimento das recomendações da Comissão Nacional da Verdade.

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